Aparelho para ronco é o nome comum de coisas diferentes: dilatador nasal, fita, protetor bucal moldável e placa de avanço da mandíbula. O dilatador melhora o ar do nariz, mas numa metanálise de 14 estudos não mudou o índice de apneia nem o de ronco em pacientes com apneia, e em roncadores sem apneia os ensaios divergem. O aparelho de avanço mandibular é o que tem diretriz (AASM e AADSM, 2015): para ronco simples, recomenda-se que médicos do sono prescrevam aparelho oral em vez de nenhuma terapia; para apneia, sugere-se aparelho sob medida e ajustável, feito por dentista qualificado e com acompanhamento. Num ensaio de 4 semanas com 42 casais, 91% dos parceiros viram melhora com o aparelho, contra 58% com um conjunto de medidas nasais e de posição. Os efeitos colaterais dentários existem e são pequenos, mas significativos, e o ronco com pausas pede exame antes de qualquer aparelho.
Nas farmácias e nas lojas online, o aparelho para ronco ocupa prateleiras inteiras: tirinhas, clipes de silicone, moldeiras de ferver, máscaras, placas. Todas dizem a mesma coisa, que acabam com o ronco. Os estudos dizem coisas bem diferentes, porque cada uma delas age num ponto da via aérea e se aplica a um tipo de roncador. Este artigo separa as quatro principais, mostra o que cada uma mediu e onde os resultados se contradizem. Ele não indica produto nem marca. Quem ronca com pausas, engasgos e cansaço de dia precisa de avaliação antes de comprar qualquer coisa, e o texto como saber se tem apneia do sono mostra como começar.
Aparelho para ronco é o nome de quatro coisas diferentes
O que se vende, em ordem de simplicidade: o dilatador nasal (tira adesiva por fora ou cone de silicone por dentro do nariz), a fita para a boca, o protetor bucal moldável, que se amolece em água quente e se encaixa nos dentes, a placa ou aparelho de avanço da mandíbula feito sob medida por dentista. O CPAP, um aparelho de ar sob pressão, fica fora dessa lista: destina-se à apneia, não ao ronco simples. Cada um atua num lugar. O nariz é onde o dilatador e a fita nasal trabalham. A fita de boca tenta forçar a respiração nasal. O aparelho de avanço puxa a mandíbula para a frente e, com ela, a língua e o palato mole, o trecho que vibra no ronco clássico. O corte lateral abaixo mostra de onde o som vem.

"Placa" é uma palavra que confunde: o mesmo termo designa a placa miorrelaxante, usada para proteger os dentes de quem range, e o aparelho de avanço, usado para ronco e apneia. São objetos diferentes, com funções diferentes. O texto sobre ranger os dentes dormindo trata da primeira.
O dilatador nasal ajuda o ar do nariz, mas o ronco é outra história
O dilatador nasal funciona no nariz, e isso ele faz: a metanálise de 2016 sobre dilatador nasal para ronco e apneia, que reuniu 14 estudos de dilatadores internos e externos, confirma que eles melhoram a respiração nasal. O problema é o que vem depois. Em 147 pacientes com apneia, o índice de apneia e hipopneia passou de 28,7 para 27,4 eventos por hora, sem significância (p = 0,64), e também não houve mudança significativa na saturação mínima de oxigênio nem no índice de ronco. Uma análise parcial apontou pequena queda do índice de apneia com os dilatadores internos (4,87 eventos por hora), contra praticamente nada com os externos.
Camacho M, Malu OO, Kram YA, Nigam G, Riaz M, Song SA, Tolisano AM, Kushida CA. Nasal Dilators (Breathe Right Strips and NoZovent) for Snoring and OSA: A Systematic Review and Meta-Analysis. Pulm Med 2016. PMID 28070421
E em quem ronca sem apneia? Aí os ensaios se contradizem, em amostras minúsculas. Num estudo de laboratório com 30 roncadores habituais, a tira nasal externa reduziu a intensidade máxima do ronco em 22 deles, principalmente no sono leve, e o índice de ronco para sons acima de 20 dB. Em 12 pacientes não obesos com rinite crônica, num ensaio com placebo, a tira reduziu a frequência de ronco (173 contra 258 roncos por hora; p = 0,016), mas não o volume. Já num estudo com 10 roncadores sem apneia, a tira não alterou nem o sono nem o ronco, e não houve diferença entre quem tinha e quem não tinha anomalia da válvula nasal. Em resumo, o dilatador pode reduzir o ronco em quem tem nariz entupido, mas não serve de solução geral.
Todorova A, Schellenberg R, Hofmann HC, Dimpfel W. Effect of the external nasal dilator Breathe Right on snoring. Eur J Med Res 1998. PMID 9707518
Pevernagie D, Hamans E, Van Cauwenberge P, Pauwels R. External nasal dilation reduces snoring in chronic rhinitis patients: a randomized controlled trial. Eur Respir J 2000. PMID 10885415
Liistro G, Rombaux P, Dury M, Pieters T, Aubert G, Rodenstein DO. Effects of Breathe Right on snoring: a polysomnographic study. Respir Med 1998. PMID 9893779
Um detalhe curioso: num ensaio com 26 pacientes de apneia grave, o dilatador não mudou nenhum parâmetro da polissonografia, mas melhorou a sonolência (escala de Epworth de 15,8 ± 4,1 no início para 13,0 ± 5,4; p = 0,001) e os sintomas depressivos. Os autores concluem que a tira é um bom placebo para ensaios clínicos: ela pode dar sensação de melhora sem mudar a apneia. Vale lembrar disso ao ler depoimentos de "melhorei do ronco".
Yagihara F, Lorenzi-Filho G, Santos-Silva R. Nasal Dilator Strip is an Effective Placebo Intervention for Severe Obstructive Sleep Apnea. J Clin Sleep Med 2017. PMID 27707442
A fita nasal e a fita de boca não são a mesma coisa
Sob o nome de fita para ronco convivem duas coisas. A fita nasal é o dilatador externo, já tratado acima. A fita de boca é outra história, e a mais discutida nas redes. Uma revisão sistemática de 2025 buscou estudos entre 1999 e 2024 e achou 10 que cumpriam os critérios, com 213 pacientes ao todo. Dois mostraram melhora estatisticamente significativa em marcadores de apneia, como o índice de apneia e hipopneia ou as quedas de oxigênio. Os outros não viram diferença e discutiram riscos possíveis, entre eles asfixia em quem tem o nariz obstruído. Vários estudos excluíram justamente quem tinha obstrução nasal. Os autores concluem que há risco potencialmente sério em quem pratica a moda sem critério e pedem mais estudos. Nada na literatura revisada apoia colar a boca por conta própria, sobretudo com nariz entupido ou ronco com pausas.
Rhee J, Iansavitchene A, Mannala S, Graham ME, Rotenberg B. Breaking social media fads and uncovering the safety and efficacy of mouth taping in patients with mouth breathing, sleep disordered breathing, or obstructive sleep apnea: A systematic review. PLoS One 2025. PMID 40397877
Protetor bucal moldável contra ronco: comprado pronto ou feito sob medida?
Aqui os estudos mais citados discordam, e vale explicar por quê. Em 2008, um ensaio cruzado comparou um aparelho de material termoplástico com um sob medida em 35 pacientes (índice de apneia médio de 13 ± 11 eventos por hora): só o sob medida reduziu o índice de forma significativa (p = 0,005) e reduziu o ronco mais que o termoplástico. A taxa de sucesso foi de 60% contra 31% (p = 0,02), um terço teve falha de adesão com o termoplástico, sobretudo porque ele não ficava no lugar durante a noite, e 82% preferiram o sob medida. Os autores concluíram que o termoplástico não pode ser recomendado como opção terapêutica nem como teste para escolher quem se beneficia.
Vanderveken OM, Devolder A, Marklund M, Boudewyns AN, Braem MJ, Okkerse W, Verbraecken JA, Franklin KA, De Backer WA, Van de Heyning PH. Comparison of a custom-made and a thermoplastic oral appliance for the treatment of mild sleep apnea. Am J Respir Crit Care Med 2008. PMID 17673699
Em 2022, outro ensaio cruzado, com um aparelho não sob medida "de nova geração", chegou a outro resultado: com 58 pacientes incluídos e 40 que completaram o seguimento, o índice mediano caiu de 16,3 para 10,7 eventos por hora com o sob medida e para 7,8 com o outro, e os autores concluíram que os dois tinham efeito comparável. Para roncadores sem apneia, um ensaio de 2006 com 23 adultos usou um aparelho termoplástico ajustável: nos 11 que fizeram estudo do sono, a mediana de roncos por hora caiu de 398 para 17 com o aparelho avançado, comparado com o não avançado (p = 0,002), e o ronco melhorou em dois de cada três. Os parceiros relataram menos cansaço e menos sono perturbado. O efeito colateral mais comum foi boca seca, e 64% acharam o aparelho volumoso.
Bosschieter PFN, Uniken Venema JAM, Vonk PE, Ravesloot MJL, Hoekema A, Plooij JM, Lobbezoo F, de Vries N. Equal effect of a noncustom vs a custom mandibular advancement device in treatment of obstructive sleep apnea. J Clin Sleep Med 2022. PMID 35532113
Cooke ME, Battagel JM. A thermoplastic mandibular advancement device for the management of non-apnoeic snoring: a randomized controlled trial. Eur J Orthod 2006. PMID 16772315
A diretriz conjunta da Academia Americana de Medicina do Sono e da Academia Americana de Medicina Dental do Sono, de 2015, resolve a divergência com uma recomendação prudente: quando um aparelho oral é prescrito por médico do sono a adulto com apneia, sugere-se que um dentista qualificado use um aparelho sob medida e ajustável, em vez de dispositivos não sob medida. Para o ronco simples, sem apneia, a diretriz recomenda que médicos do sono prescrevam aparelhos orais em vez de nenhuma terapia. O acompanhamento por dentista, para vigiar efeitos nos dentes e na mordida, é sugerido a quem tem apneia, e a diretriz também sugere exame do sono de controle em quem usa o aparelho.
Ramar K, Dort LC, Katz SG, Lettieri CJ, Harrod CG, Thomas SM, Chervin RD. Clinical Practice Guideline for the Treatment of Obstructive Sleep Apnea and Snoring with Oral Appliance Therapy: An Update for 2015. J Clin Sleep Med 2015. PMID 26094920
Placa sob medida contra as outras opções: o que os estudos compararam
O melhor teste direto para ronco sem apneia é um ensaio clínico de 2024 com 50 casais, em 4 semanas. Um grupo usou aparelho de avanço mandibular, o outro um pacote combinado de vias aéreas e posição (dilatador nasal externo, lavagem nasal com corticoide, fita na boca e dormir de lado). Entre os 42 pares que terminaram, a parceira ou o parceiro classificou como muito melhor ou melhor o ronco de 21 dos 23 do grupo do aparelho (91%) e de 11 dos 19 do grupo combinado (58%). A diferença foi de 33 pontos percentuais (intervalo de confiança de 95%: 8 a 58), com número necessário para tratar igual a 3. Dez participantes saíram, quatro por efeitos adversos distribuídos igualmente. Os dois tratamentos reduziram o ronco. É um estudo-piloto, com amostra de conveniência e o resultado medido pela opinião do parceiro.
Ioerger P, Afshari A, Hentati F, Strober W, Kallogjeri D, Ju YE, Piccirillo JF. Mandibular Advancement vs Combined Airway and Positional Therapy for Snoring: A Randomized Clinical Trial. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg 2024. PMID 38780959
Para quem tem apneia, a comparação importante é com o CPAP. Uma metanálise de 77 ensaios achou que o aparelho de avanço reduz o índice de apneia em média 9,3 eventos por hora e o CPAP, 25,4. Nas comparações diretas, o índice ficou 7,0 eventos por hora mais baixo com o CPAP, enquanto a diferença na sonolência foi pequena e não significativa (0,67 ponto na escala de Epworth; p = 0,093). Os autores concluem que o aparelho é adequado para quem não tolera o CPAP e pode se aproximar dele na doença leve. A revisão Cochrane de 2006 já indicava o mesmo caminho: o aparelho foi menos eficaz que o CPAP em baixar o índice de apneia, mas a diferença nos sintomas não foi significativa.
Sharples LD, Clutterbuck-James AL, Glover MJ, Bennett MS, Chadwick R, Pittman MA, Quinnell TG. Meta-analysis of randomised controlled trials of oral mandibular advancement devices and continuous positive airway pressure for obstructive sleep apnoea-hypopnoea. Sleep Med Rev 2016. PMID 26163056
Lim J, Lasserson TJ, Fleetham J, Wright J. Oral appliances for obstructive sleep apnoea. Cochrane Database Syst Rev 2006. PMID 16437488
Efeitos colaterais e acompanhamento: o que o aparelho faz com os dentes
Um aparelho de avanço usado todas as noites muda a mordida. No ensaio holandês que seguiu 51 pacientes com aparelho e 52 com CPAP por dois anos, o aparelho reduziu a sobremordida em 1,2 mm e a sobressaliência em 1,5 mm, e a mudança na oclusão no sentido anteroposterior foi de 1,3 mm, contra 0,1 mm no CPAP. Os autores dizem que se deve ver o tratamento como vitalício e que o risco de efeitos dentários existe. Uma revisão sistemática de 2018 de ensaios clínicos, com autores brasileiros, achou só 6 estudos, todos de alto risco de viés: as alterações são sobretudo dentárias, e o risco de dor e prejuízo funcional da articulação da mandíbula pareceu limitado a longo prazo. Uma revisão de 2021 lista como efeitos mais frequentes a dor na articulação da mandíbula e a salivação excessiva, que melhoram com o tempo.
De Meyer MMD, Vanderveken OM, De Weerdt S, Marks LAM, Cárcamo BA, Chavez AM, Matamoros FA, Jacquet W. Use of mandibular advancement devices for the treatment of primary snoring with or without obstructive sleep apnea (OSA): A systematic review. Sleep Med Rev 2021. PMID 33326914
Doff MH, Finnema KJ, Hoekema A, Wijkstra PJ, de Bont LG, Stegenga B. Long-term oral appliance therapy in obstructive sleep apnea syndrome: a controlled study on dental side effects. Clin Oral Investig 2013. PMID 22562077
Martins OFM, Chaves Junior CM, Rossi RRP, Cunali PA, Dal-Fabbro C, Bittencourt L. Side effects of mandibular advancement splints for the treatment of snoring and obstructive sleep apnea: a systematic review. Dental Press J Orthod 2018. PMID 30304153
Antes de comprar qualquer aparelho: se alguém viu você parar de respirar, se você ronca alto todas as noites e acorda cansado, ou se tem sono forte de dia, peça avaliação ao médico, porque o ronco pode ser apneia e o aparelho certo depende disso. Não use aparelhos de boca ou fita em crianças por conta própria. Este texto é informativo e não faz diagnóstico, e o SleepTrace não é dispositivo médico.
Aparelhos para parar de roncar e aparelhos para não roncar: o que um aparelho placebo ensina
Quando a busca vai para o plural, aparelhos para parar de roncar ou aparelhos para não roncar, a pergunta de fundo é qual deles de fato age. Um ensaio sueco ajuda a separar o efeito do aparelho do efeito de "ter feito alguma coisa". Em Umeå, 96 pessoas com sonolência de dia e ronco ou apneia leve a moderada (índice de apneia e hipopneia abaixo de 30) usaram por quatro meses um aparelho de avanço da mandíbula sob medida e ajustável ou um aparelho placebo. O índice de apneia ficou abaixo de 5 em 49% de quem usou o aparelho ativo e em 11% de quem usou o placebo (razão de chances de 7,8; número necessário para tratar igual a 3), e os autores concluem que o aparelho ativo reduziu a apneia e o ronco.
A sonolência de dia, porém, não melhorou mais do que com o placebo: a proporção com escore de Epworth acima de 10 caiu de 53% para 24% no grupo ativo e de 54% para 40% no grupo placebo (p = 0,11). Duas leituras práticas. A primeira: o ganho medido está na via aérea (menos eventos, menos ronco), e não necessariamente em acordar mais disposto. A segunda: parte da melhora sentida com qualquer aparelho vem da expectativa, o que vale também para o dilatador visto acima. Por isso a comparação que importa é com a noite medida antes e depois, e não com a impressão da manhã. Este texto não compara marcas nem indica compra; o aparelho de que a diretriz fala é o feito e ajustado por dentista, depois de avaliação do sono.
Marklund M, Carlberg B, Forsgren L, Olsson T, Stenlund H, Franklin KA. Oral Appliance Therapy in Patients With Daytime Sleepiness and Snoring or Mild to Moderate Sleep Apnea: A Randomized Clinical Trial. JAMA Intern Med 2015. PMID 26030264
Como saber se o aparelho está ajudando: medir a noite, não confiar na impressão
Para saber se um aparelho para ronco funciona, muita gente se guia pelo que o parceiro diz de manhã, e o próprio parceiro erra: num estudo com 18 pessoas e 24 polissonografias, não houve correlação entre o incômodo relatado pelos parceiros e os parâmetros acústicos medidos, e os autores recomendam não basear a avaliação do ronco numa só noite nem só no que o parceiro diz.
Fischer R, Kuehnel TS, Vielsmeier V, Haubner F, Mueller S, Rohrmeier C. Snoring: is a reliable assessment possible? Eur Arch Otorhinolaryngol 2020. PMID 32016523
O que o SleepTrace oferece nesse ponto é modesto: acompanhar várias noites no próprio celular (com o app aberto e o celular no carregador), no mesmo lugar do quarto, e ver quando houve ronco e se ele mudou depois de você começar a usar o aparelho. O app guarda só clipes curtos dos eventos e não toca a noite inteira; no plano gratuito, 3 clipes por mês podem ser reproduzidos. Com duas semanas antes e duas depois, o padrão se vê melhor do que na impressão de uma manhã. Isso descreve o ronco e não substitui o exame do sono, que é o que a diretriz pede para confirmar a eficácia do aparelho na apneia. Para o roteiro de consultas, o artigo qual médico trata ronco ajuda, e como diminuir o ronco reúne o que se mede sem comprar nada.
Perguntas frequentes
Depende do aparelho e de quem ronca. O que tem diretriz é o aparelho oral de avanço da mandíbula, prescrito por médico do sono: num ensaio de 4 semanas, 91% dos parceiros viram melhora, contra 58% com um pacote nasal e de posição. Dilatadores nasais melhoram o ar do nariz, mas em estudos com apneia não mudaram o índice de ronco nem o de apneia.
Em quem tem nariz entupido, pode reduzir a frequência do ronco: 173 contra 258 roncos por hora num ensaio com 12 pacientes com rinite. Em roncadores sem apneia, outro estudo com 10 pessoas não viu efeito. Numa metanálise de 14 estudos com apneia, não houve mudança significativa no índice de ronco.
Não existe um melhor para todos, e os estudos não montam um ranking. A diretriz de 2015 recomenda aparelho oral, em vez de nenhuma terapia, no ronco simples, e sugere aparelho sob medida e ajustável, feito por dentista qualificado, para apneia. Quando o problema é o nariz entupido, os dilatadores têm resultados mistos nos estudos. A escolha começa por saber se há apneia e é do médico e do dentista.
Os estudos divergem. Em um ensaio de 2008 o termoplástico foi pior que o sob medida (sucesso de 31% contra 60%, com falha de adesão em um terço); em outro, de 2022, um aparelho não sob medida de nova geração teve efeito comparável. A diretriz de 2015 sugere o sob medida e ajustável para apneia.
Não. A placa de bruxismo protege os dentes de quem range e não avança a mandíbula. A placa ou aparelho de avanço usada para ronco e apneia puxa a mandíbula para a frente para abrir a via aérea. Confundir as duas é comum, e o dentista sabe qual você precisa.
O aparelho de avanço sob medida é uma opção para apneia, sobretudo em quem não tolera o CPAP, mas é menos eficaz que o CPAP em baixar o índice de apneia (queda média de 9,3 contra 25,4 eventos por hora em uma metanálise). O dilatador e a fita não são tratamento de apneia.
O aparelho de avanço da mandíbula sob medida e ajustável: num ensaio sueco com 96 pessoas, o índice de apneia ficou abaixo de 5 em 49% de quem usou o aparelho ativo e em 11% de quem usou o placebo, e o ronco também diminuiu. A sonolência de dia não melhorou mais que com o placebo. O dilatador nasal também foi comparado com placebo, com resultados mistos. Os estudos citados não comparam marcas.
SleepTrace é um app de bem-estar, não um produto médico. Este artigo é informação geral, não aconselhamento médico. Se os seus sintomas são frequentes, intensos ou preocupantes, procure um médico.
O aparelho certo depende de onde o ronco nasce, e a sensação de que funcionou engana. Grave algumas noites antes e outras depois: o SleepTrace guarda trechos de ronco para você ouvir, marca possíveis pausas respiratórias e deixa quem divide a cama conferir. Ele não mede o encaixe do aparelho, e ronco com pausas pede avaliação médica.
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